sábado, 13 de setembro de 2008


Te olho nos olhos



E você reclama



Que te olho muito profundamente



Desculpa



Mas tudo que vivi



Foi muito profundamente



Eu te ensinei quem souE você foi me tirando os espaços entre os abraçosGuarda-me apenas uma frestaEu que sempre fui livreNão importava o que os outros dissessemAté onde posso ir pra te resgatar?Reclama de mimComo se houvesse possibilidade de eu me inventar de novoDesculpaDesculpaSe te olho profundamenteRente à peleA ponto de ver seus ancestrais nos seus traçosA ponto de ver a estrada onde ficam seus passosEu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassosEu não vou renunciar a mimNenhuma parteNenhum pedaçoDo meu ser vibranteErranteSujoLivreQuenteEu quero estar vivaE permanecer te olhando profundamente



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